06 maio 2005

Eles mentem... eles ganham?

Recordam-se, há algum tempo atrás, dum cartaz do Bloco de Esquerda que profetizava a derrota nas eleições dos líderes europeus que participaram na Cimeira dos Açores, no âmbito da intervenção no Iraque?
Durão Barroso foi chefiar a Comissão Europeia, Aznar não se recandidatou, embora seja verdade que o PP, com Mariano Rajoy, tenha perdido em grande parte pela mágoa do 11 de Março em Madrid; Bush ganhou novamente nos Estados Unidos e, agora, Blair, é reeleito para Primeiro-ministro, no que já é um terceiro mandato.
A futurologia tem destes riscos: às vezes sai tudo precisamente ao contrário.

NAP

4 Comments:

At 06 maio, 2005 11:56, Blogger AgoraEu said...

A mudança de caras não tem de significar a mudança de políticas. As relações de dependência e as cumplicidades vão, quase sempre, para além do nosso conhecimento e/ou entendimento.
Por isso, NAP, recordando S. Francisco:
"Paciência - para aguentar o que não posso mudar.
Coragem - para mudar aquilo que posso.
Sabedoria - para saber apreciar a diferença."

 
At 06 maio, 2005 12:07, Anonymous Anónimo said...

O problema, AgoraEu, é a alternativa. O povo britânico sabia que o Partido Liberal ainda está a crescer, não tem bagagem suficiente para ganhar, e os conservadores, com Michael Howard à frente não colhiam grandes simpatias.
Assim, e apesar de ser uma maioria menos confortável do que as anteriores Blair ganhou. Mas a oposição bem se fartou de barafustar com a mentira de Blair... mas não parece ter resultado.

NAP

 
At 06 maio, 2005 12:51, Anonymous AgoraEu said...

A dança das cadeiras é isso mesmo. O determinismo das políticas que resulta da teia de cumplicidades inibe a capacidade de iniciativa para a mudança nos novos actores.
O Reino Unido manter-se-á ligado aos EUA e às suas políticas.
A UE é uma inevitabilidade resultante da Geografia. Continuarão a defender uma UE que seja "a deles" e não a que todos os outros lhe queiram impôr.

 
At 06 maio, 2005 16:38, Anonymous Anónimo said...

As alianças atlânticas, sobretudo com os EUA, não são malévolas. Pelo contrário, devem crescer e fortalecer-se. Não podemos olhar para os EUA como o "Império do Mal"; confundir os EUA com Bush é perigoso e injusto, como também o é confundir Michael Moore com a América. O Reino Unido sabe-o muito bem.
Aliás, o próprio presidente americano começou o segundo mandato de forma muita mais dialogante e multilateral do que havia feito anteriormente.

NAP

 

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