28 junho 2007

Se...

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling
(excerto)

6 Comments:

At 29 junho, 2007 09:48, Anonymous Anónimo said...

Desta vez sou obrigado a admitir que o Sr. João Leite é uma pessoa com um enorme poder de encaixe. Tem recebido duras críticas, muitas delas minhas, mas não desiste.
Num post é psicanalista; noutro é alguém muito interessado no problema da eutanásia, agora, é um pensador,alguém com sensibilidade a poemas da vida.
Já não sei o que lhe dizer, com sinceridade, apenas que espero que consiga manter sempre essa capacidade incomensurável de se alhear dos problemas.

Faço de novo votos de que os senhores deste blog façam um post (pode ser um poema) a encaminhar os fiéis leitores da verdade por detrás do insucesso escolar de Direito, para o blog que um colega criou, onde todos são livres e podem escrever sem censuras.

http://justicaparadireito.blogspot.com

 
At 29 junho, 2007 15:40, Anonymous Litisconsórcio Necessário said...

"Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!"
Tudo bem... Menos a parte do "homem"...

 
At 29 junho, 2007 17:24, Anonymous ius_dixit said...

Se és capaz de aceitar a critica,
Se és capaz de apreciar o humor,
Se és capaz de te rir de ti mesmo,
Se és capaz de sorrir em vez de mentir,
Se és capaz de aceitar em vez de apagar,
Se és... Oh já todos sabemos que não és.

 
At 29 junho, 2007 18:00, Anonymous dura lex said...

Sr. João leite, esse poema cheira a "assobiar para o ar..."
E agoras que lhe conhecemos a sua faceta autista, talvez interesse aos restantes frequentadores deste blog que o Sr. Reitor, recebeu mais um (o terceiro) email cim uma chamada de atenção para os factos graves que se avolumam na escola de direito.
Hoje, escolhemos citar um texto muito bem elaborado que o senhor referiu neste mesmo blog há alguns dias, naquela fase em que neste blog se falava de coisas serias.... lembra-se? antes de o senhor e os seus "compinchas" terem sido ameaçados de represálias caso não pusessem cobro ao livre e saudável confronto de ideias que se vinha desenvolvendo neste espaço....
Segue-se o teor do referido email:

Exmo. Sr.

Gostaríamos de o convidar a ler o texto seguinte (cujo original se encontra publicado neste blog: http://ohnaoehagora.blogspot.com/2007/06/escola-deles.html) uma vez que este acaba por transmitir de uma forma clara alguns dos muitos aspectos negativos que se reconhecem actualmente na Escola de Direito.


" A escola deles

1. Pioneirismo e Vanguarda ou Conservadorismo e Inércia?

Quais os traços marcantes da Escola de Direito da UM?

1.1. Voltando às origens, «A criação da Escola de Direito deveu-se ao início de funcionamento da Licenciatura em Direito no ano lectivo 1993/94, sendo a terceira Escola de Direito Pública do País». Têm a tendência para se apresentarem como modernos, pioneiros (face ao alegado conservadorismo das outras faculdades de Direito), com um corpo docente relativamente jovem, mas já maduro, que desenvolve um trabalho sério e responsável.


Será mesmo assim? Luís Couto Gonçalves, o Presidente da Escola, demonstra o seu orgulho e felicidade por ter conseguido, 15 anos depois do início do curso, uma Escola só para Direito, já que estamos em casa emprestada desde 1993. Deveria ser, no entanto, motivo de vergonha, pois conseguiu-o apenas este ano, um ano em que a Universidade do Minho também iniciou a construção de um «campo de treinos de golfe »(!!) (link para o blog de J. Cadima Ribeiro, Professor Catedrático da EEG da UM). Vergonha, porque apenas demonstra a total inércia e falta de capacidade reivindicativa da Escola de Direito. Não sei quais serão os números, mas não me admiraria se o investimento por aluno no curso de Direito andasse à volta de um décimo do investimento feito por aluno no curso de Medicina, que tem 6 anos - e toda a gente que estuda na universidade sabe quais são as condições que estes alunos têm e (e por outro lado, a que nós temos) que, por sinal, parece que tem dado resultados tremendos. Se a atitude da Escola foi, tem sido e aparentemente será esta em aspectos tão importantes como este, poder-se-á deduzir, facilmente, que a inércia será a norma.
1.2. A propósito de Universidades na generalidade, José Adelino Maltez, Professor Catedrático da Universidade Técnica de Lisboa , diz no seu blog: «Reparei apenas como em época de exames surgem coloridos anúncios universitários, públicos e privados, com muitas publicidade enganosa de agências especializadas em figurantes e figurões, prometendo futuros radiosos e chouriçadas do costume, assim contribuindo para o engrossar dos proletários intelectuais, gerados por este falso planeamentismo que está a transformar o que deviam ser universidades em hipermercados com muitas caixas registadoras de propinas.»

Todos sabemos que esta imagem assenta na Universidade do Minho, como um todo (a começar logo pela aparência "moderna" que pretendem demonstrar através dos seus novos logos). Mas que dizer da Escola de Direito que, pelos vistos, nem sequer encontra licenciados desinteressados para fazer um " Depoimento sobre o curso ", com fins propagandistas:

«"Frequentar o curso de Direito foi uma experiência única e enriquecedora do ponto de vista intelectual e humano." - Ana Sirage Coimbra, Técnica Superior da Administração Pública»


E verifique-se depois a página do corpo não docente da Escola e constate-se que esta tal Ana Sirage Coimbra, que surge tão feliz e espontânea a testemunhar a favor do curso, lá aparece como :


«Secretária de Escola:
Mestre Ana Sirage Coimbra
Técnica Superior de 1ª Classe»
Curioso, no mínimo.

1.3 O falso pioneirismo e vanguardismo da Escola de Direito é gritante. « Neste aspecto, diga-se, a Escola de Direito é pioneira no conjunto das faculdades de direito públicas do país, ao ser a primeira a iniciar a licenciatura em Direito adequada ao Processo de Bolonha, no ano lectivo de 2006/07.» Quem por cá anda terá, certamente, dado conta da recorrente tentativa de, por um lado acalmar os estudantes, contando historinhas de que vai ser assim e assado, dando garantias que se desfazem no dia seguinte e por outro mostrar este pioneirismo como um factor de regozijo, de afirmação da Escola em relação às outras faculdades, tidas como conservadoras.


Comecemos pelo que a Escola de Direito fez. Aqui há alguns anos, já tinha efectuado uma revisão do plano de estudos. Uma comparação, que nem precisa de ser muito atenta, detectará que o curso está virtualmente igual, com algumas cadeiras que passaram de anuais para semestrais e outras, que por serem desnecessárias, foram completamente retiradas. Mas o traço fundamental é o de que se manteve o modelo de cadeiras anuais, com algumas semestrais . E quanto à metodologia de ensino? Tudo na mesma. Na mesma! A única excepção foi a implantação, perfeitamente atabalhoada, na lógica de cada um (docente) para seu lado, de avaliação periódica (não contínua), nas cadeiras de 1º ano, mas em regime excepcional, mantendo-se a avaliação final, por exame (na lógica de tudo ou nada) como a regra. Isto teve, aparentemente, resultados bastantes diversos. Atente-se à cadeira de Introdução ao Direito, da Dra. Clara Calheiros, onde, dos cento e tal alunos, apenas meia dúzia conseguiu "sobreviver" até ao 4º teste... Por outro lado também parece que houve cadeiras em que as classificações até têm sido melhores do que o eram antes. A tal coisa de "cada um para seu lado".

(De notar que também a actual calendarização de épocas de exames roça a incompatibilidade com cursos em que as anuais predominam)
Curiosamente, alguns anos antes já a UCP tinha-se transformado conforme Bolonha. A UCP que é hoje em dia considerada a melhor universidade de Direito do país. Para além de toda uma série de alterações metodológicas que se podem ler aqui (e no contexto de alterações inovadoras a nível metodológico pode-se ler mais aqui, em relação ao curso de Medicina da UM), a UCP mudou o seu sistema para semestrais . (também muito curiosamente, o Dr. Hörster saiu da UCP-Porto pela altura em que esta reforma foi implementada, para assumir a direcção da Escola de Direito, onde foi mantido o mesmo sistema, virtualmente o mesmo plano de estudos e as mesmas metodologias, numa atitude brutalmente conservadora. Na UCP também já se sabe, em pormenor, como vai ser o 2º Ciclo.

Conhece-se já, também, o plano de estudos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde seguem, também, o modelo de semestrais, como não podia deixar de ser. Já se sabe até, em Coimbra, como vai ser o 2º ciclo . Também a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa seguirá o modelo de semestrais .

Conclusão? Parece-me óbvio que o traço marcante da Escola de Direito não é nem pioneirismo nem vanguardismo. São, em boa verdade, mais papistas que o Papa. Na UM os "enormes" pioneiros mantém-se inertes (nem se sabe nada sobre o 2º ciclo), na expectativa de quem agiu cedo demais, de forma imponderada e desconcertada (e espero que, na expectativa, para resolverem a borrada que fizeram). Será que vão conseguir engolir o sapo e re-reformar o curso rapidamente? Será que o actual corpo (o corpo que intervém na definição do rumo da Escola) vai ser capaz de alterar a sua inércia? Tenho dúvidas...

1.4. Outro factor que revela a real atitude da Escola tem sido a posição adoptada neste regime de transição para Bolonha. Tem sido recomendado todos os anos nos últimos 2, creio) que se abra a época especial em Outubro. A Escola de Direito, ao contrário de todas as outras escolas, de todos os cursos, vê nisto mero oportunismo, na ânsia de imporem a tradição conservadora conimbrense em terras minhotas. Vê apenas mero oportunismo, não vê justiça, não consegue ver que os alunos entraram no curso com umas perspectivas de futuro e que essas perspectivas foram radicalmente alteradas com o processo de Bolonha e o ajustamento nas condições de acesso a empregos. Tanto é que neste ano o reitor já não deixou margem para dúvidas. É para todos. Imperativamente."


Suadações academicas

Alunos descontentes e indignados.

 
At 04 julho, 2007 10:09, Anonymous Anónimo said...

Ser Homem, exactamente o que na UM Direito, constitui novidade.Ler, ver coment�rios no Blog,conhecer os mestres, avaliar o seu poder de transmitir aos alunos em face dos resultados e depois ter a coragem de falar.Porque � moda n assinar...

 
At 04 julho, 2007 10:28, Anonymous Anónimo said...

"Pode-se facilmente julgar o car�cter de um homem pela maneira como trata os que nada podem fazer por ele"...Mark Twain

 

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