23 maio 2005

O número do momento:







6, 83 %

NAP

5 Comments:

At 24 maio, 2005 00:19, Anonymous Anónimo said...

É sem dúvida preocupante...

Porém, não esqueçamos que é o resultado de equações matemáticas virtuais que, tendo a reconhecida importância, não podem impedir a vontade criadora e o equilíbrio social possível do povo português.

BSA

 
At 24 maio, 2005 21:51, Blogger AgoraEu said...

Mas que importância tem isso?
Não é verdade que todos continuamos a aceitar o que se nos oferece sem sequer manifestarmos um pequeno sinal de descontentamento?
É preciso ter-se uma "grande lata" para se vir tecer considerações sobre o facto e apontar as soluções que este governo não poderá deixar de adoptar! E ainda por cima de pessoas que antes se sentaram na(s) mesma(s) cadeira(s).
Haja pudor e seriedade! E inteligência para perguntar aos do costume (i.e., sempre prontos a dar a solução!) por que razão não tiveram "tomates" para fazer no seu tempo aquilo que agora exigem que estes façam!!!!

 
At 24 maio, 2005 22:01, Blogger AgoraEu said...

Pedem-nos sacrifícios?
Só tem direito a exigir dos outros quem já deu de si próprio ou mostra que está disponível para dar! Seriamente...
Alguém ouviu a classe política a mostrar disponibilidade para se reduzir em número e em mordomias?
E os gestores públicos?
Já se comprometeram com este desafio? Não é uma vergonha que continue a "dança das cadeiras" a ver quem ganha mais, quem "saca" mais?
Alguém escreveu que "Falta cumprir Portugal!" - subscrevo porque continuo a acreditar que ainda há gente (MUITA!!!!!!) que não se vende, não se verga a obscuros interesses e está disponível para o desafio de construir o FUTURO!!!
Com esta corja de incompetentes e de salafrários não pactuarei.
NUNCA!!!!!!!!!!!!

 
At 25 maio, 2005 10:59, Anonymous Anónimo said...

6,83% é um número oriundo de uma equação matemática virtual, sim. Só que, na prática, vou perder 4% do meu poder de compra. E isto porque tive um aumento de 10% no início do ano!
Contudo, não é o que acontece na maior parte das famílias portuguesas.
Outro número interessante, já agora, é o 21% da taxa de IVA...
A única excepção, de acordo com José Sócrates, ao programa eleitoral do governo será mesmo o aumento de impostos, "O resto é para cumprir sem mexer nas políticas sociais e sem comprometer o crescimento económico" (in http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20050525-Impostos+aumentam.htm)

Não estou surpreendida, mais dia menos dia, o verdadeiro valor do déficit iria aparecer... O que me continua a surpreender é o modo que se resolvem os problemas neste país: pelo caminho menos saudável.
E como sou de letras, e não percebo nada de economia, fui-me informar com quem percebe, tentar perceber como se iria "não compremeter" o crescimento económico e resolvi partilhar.
Vejamos, então: o aumento do IVA provoca uma diminuição do poder de compra, que vai provocar uma diminuição da produção. Esta quebra da produção leva a uma redução nos custos da produção, nomeadamente nos seus maiores encargos: a mão-de-obra. E assim, as empresas, reduzindo os custos de produção, (e criando desemprego) vão poder manter os preços. Ao criar desemprego fazem com que a oferta de mão de obra supere a procura e, consequentemente, o preço da mão de obra baixe. Dá-se o primeiro ganho de competitividade. Como o preço dos trabalhadores baixou, as empresas podem contratar mais pessoas a preço mais baixo. Assim, têm mais pessoas a produzir e produzem a custos mais baixos: 2º ganho de competitividade.
Com mais pessoas a trabalhar, embora a ganhar menos, a procura por bens sobe novamente e encetamos o caminho para a retoma económica.

Não me parece que isso vá reforçar a confiança dos portugueses!!!
E, já agora, faço minha a questão de agoraeu: "Alguém ouviu a classe política a mostrar disponibilidade para se reduzir em número e em mordomias?"
Olívia Santos

 
At 26 maio, 2005 15:37, Blogger AgoraEu said...

Olívia Santos,
O fecho do teu comment leva-me a voltar ao tema.
Ainda não tive tempo de analisar as reais consequências das medidas propostas. A imprensa de amanhã (Sexta, 27.05) será pródiga no seu tratamento.
O que importa destacar é o facto de TODOS se terem atirado contra o aumento dos impostos e não terem valorizado as decisões do lado da despesa.
Não sei qual o seu peso efectivo para reduzir o déficit mas importa-me mais o seu significado.
Houve a coragem de mexer com as benesses escandalosas dos políticos e gestores públicos. O sinal está dado para que se perceba que não há mais lugar para intocáveis nem para "direitos adquiridos" que materializem situações de injustiça social.
Sim!!! Estou a falar da Adm. Pública e do princípio do fim da sua da arrogância, da sobranceria, da corrupção e de muitos dos maus atributos com que a possamos classificar.
Quero acreditar que temos gente para impor princípios, regras e obrigações!
Aguardemos a confirmação destes propósitos.

 

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