03 fevereiro 2007

O que vale Paulo Macedo?

É este o título de capa da revista DIAD do jornal Público, 02.Fevereiro.

Paulo Macedo (PM), o Director Geral dos Impostos (DGI), tem sido o mote de discussão entre a oposição e o governo a propósito da sua continuidade ou não à frente da DGI.

A pergunta e o modo como é colocada fazem todo o sentido. Não conheço a pessoa nem o seu percurso profissional mas todos conhecemos os resultados desde que assumiu a DGI. Por isso, pergunto:

a) Poderia ter sido diferente?

b) Outro profissional teria obtido os mesmos resultados?

c) Era necessário recorrer ao sector privado para conseguir alguém para tal projecto?

O modelo de organização da Administração Pública, a forma como são avaliadas e premiadas as pessoas pelo seu desempenho e o modo como se estruturam as carreiras são os espartilhos que fazem com que um estranho chegue e obtenha resultados.

O desempenho do DGI é o que se exige, todos os dias, na direcção das empresas privadas, a saber:

1 - Optimização dos recursos tecnológicos disponíveis

2 - Afectação ajustada das pessoas envolvidas no projecto

3 - Informação partilhada e cruzada sobre tudo e por todos os envolvidos

O desempenho de PM não é senão o resultado da sua condição de profissional habituado a trabalhar por objectivos e a ser compensado por eles sem estar na expectativa do decurso do tempo ou de alguém que lhe reconheça o mérito.

Nestas condições, a equipa funciona com sucesso ainda que a fazer algo que os cidadãos não gostam, liquidar e cobrar impostos.

Os funcionários da DGI elogiam PM, claro! Foi com ele que começaram a sentir-se elementos de uma equipa ganhadora!

Ninguém gosta de estar do lado dos vencidos!

Não há técnicos na AP capazes de tal desempenho?

Não acredito!

1 Comments:

At 04 fevereiro, 2007 02:12, Blogger Jam said...

«c) Era necessário recorrer ao sector privado para conseguir alguém para tal projecto?»

Normalmente só se mantém, só volta ou só vem para o sector público quem está numa de 'bom samaritano', pois a nível de remunerações, não existe comparação possível entre público e privado... e é nas remunerações que a questão, fundamentalmente, reside.

 

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