26 junho 2006

Eles cantam "A Portuguesa" em uníssono, de mãos dadas ou abraçados...
Gritam numa única voz o nome da pátria onde nasceram.
Juntos, repetem vezes sem conta aquele insulto tão conhecido em direcção ao juiz da partida.
Como uma mão gigantesca, agitam bandeiras e cachecóis, saltam exactamente no mesmo segundo.
São movidos por uma força tremenda, a do sonho, a de chegar ao topo do mundo, uma vontade férrea de sermos os melhores.
Portugal - um por todos e todos por um!
Sempre juntos, unidos.
E eu repito com eles, porque também eu quero a selecção portuguesa lá no cimo, também eu torço para que Portugal seja campeão do mundo.
E grito:
"Força, Portugal", enquanto que no meu íntimo desejo silenciosamente que fôssemos assim para tudo o resto e não só para o futebol.
Olivia Santos

11 Comments:

At 26 junho, 2006 10:38, Anonymous Anónimo said...

Triste país que apenas canta o seu hino em jogos de bola.

 
At 28 junho, 2006 19:38, Anonymous Anónimo said...

Entre isso e cantar todos os dias às 8:30 da manhã na escola... como queria o ex-Ministro da Defesa...

 
At 29 junho, 2006 14:48, Anonymous Anónimo said...

Não vejo qual o problema.
QUEM CANTA NO ESTÁDIO (POR VEZES SEM SABER A LETRA) fa-lo como uma arma de arremesso,como se o facto de cantar mais alto fosse uma questão de vida ou de morte.
já para não esquecer os acenos quando a "fronha" dos "futelunáticos" aparece na t.v...lá se vai o formalismo da mão no peito, e toca a mandar beijinhos para casa.
Que raio de país é este que considera uma parolice cantar o hino na escola e se emociona quando tal sucede num estádio?
que raio de país é este, que se envorgonha de hastear a sua bandeira e,quando tal acontece,permite que esta esteja completamente rota e virada do avesso?
que raio de povo é este que não tem paciência para estar numa fila de uma mesa de voto e passa dias à espera do bilhete mágico para o jogo de bola ou para um concerto qualquer?
Enfim...

 
At 01 julho, 2006 19:28, Anonymous Anónimo said...

Cantar todos os dias o hino na escola, com o pormenor de a bandeira estar hasteada, era simplesmente uma banalização dos simbolos... muito maior do que esta que se vê constantemente na publicidade e coisas afins... que essa "perdoa-se" por não ser oficial.

 
At 03 julho, 2006 15:20, Anonymous Anónimo said...

Este último comentário é incompreensivel.
"Banalização"???
"essa perdoa-se por não ser oficial".????
Já agora,festeje-se a implantação da República,o 25 de Abril,e a restauração da independência uma vez por década,para não cair em banalidade.
Enfim.

 
At 03 julho, 2006 18:40, Anonymous Anónimo said...

"Já agora,festeje-se a implantação da República,o 25 de Abril,e a restauração da independência uma vez por década,para não cair em banalidade."

Afinal compreendeu ou não?
Está a tentar comparar uma celebração anual com uma coisa diária que não sei bem o que chamar?

Ao utilizar essa ironia até parece que compreendeu perfeitamente...
Seria tão ridiculo celebrar essas ocasiões de 10 em 10 anos como cantar o hino com bandeira hasteada todos os dias na escola.

Quanto ao tal perdão... citou mal... "perdoa-se" estava entre aspas na mensagem original e obviamente era para ser lido com as aspas... entenda o que quiser, mas eu entendo como um mal que se tem de aguentar. (vamos a ver se "revêm" a lei, que será mais esclarecer a interpretação).

Se fosse o Estado a fazer isso a nível oficial a brincadeira já tinha acabado, garanto-lhe. Poucas são as publicidades que não referem seleção/futebol/bandeira/adeptos :)

 
At 05 julho, 2006 10:31, Anonymous Anónimo said...

Se você tivesse alguma formação como jurista,saberia perfeitamente que compete ao Estado defender e pugnar pelo respeito dos símbolos nacionais,não existindo a possibilidade de nos refugiarmos na desculpa de estarmos no âmbito privado.
Está previsto na CRP.
Quanto à banalização,basta olhar para os nossos vizinhos europeus, para além dos nossos aliados do outro lado do atlântico (Brasil,Canadá,EUA,entre outros)
para se constatar que esse argumento não colhe.
Veja-se o respeito com o qual tratam os seus símbolos,para além do facto de serem "sagrados".
É uma questão de educação.
Em Portugal,como apenas surgem em dias de bola (de 4 em 4 anos), esse respeito está diluido.
Aquilo que o senhor considera como banalidade, eu considero como um acto cuja solenidade nunca incorre no risco de se ridicularizar.
São pontos de vista.

 
At 08 julho, 2006 02:33, Anonymous Anónimo said...

Eu sei que está prevista na lei... mas supostamente a lei não está clara o suficiente, por isso é que se faz o que faz e é por isso que vai ser revista/clarificada...
Saberia isso se desse uma vista de olhos em jornais. :)
Aliás, não foi mais do que isso que disse no post anterior.

Quanto ao respeito (ou falta de)... depende de como entender a palavra... existe falta de respeito no sentido em que se vulgariza (ou quase que enjôa o aproveitamento de que é feito deles), mas não existe falta de respeito no sentido em que se ridiculariza, trata com desdenho...

"Aquilo que o senhor considera como banalidade, eu considero como um acto cuja solenidade nunca incorre no risco de se ridicularizar."

Concordo absolutamente... aliás, ridicularizar não é um sinónimo de banilizar. :)

 
At 08 julho, 2006 10:25, Anonymous Anónimo said...

Ponto 1: relativamente ao âmbito da interpretação duvidosa, posso afirmar que alguns constitucionalistas consideram que não há margens para dúvidas.Porventura,se não se limitasse a ler jornais,saberia :-)
A lei vai ser revista?Não me digam que vão fazer outra revisão constitucional...Bem,enfim...quem não sabe o que diz...

"Concordo absolutamente... aliás, ridicularizar não é um sinónimo de banalizar."
Em nenhuma altura pretendi afirmar que banalizar é sinónimo de ridicularizar.Contudo, considero que quando algo se banaliza (em abstracto e não relativamente a este assunto) pode ser ridículo.
Já reparei que você não tem grande capacidade de jogar com as palavras :-)
Só para terminar: quer uma prova de tudo aquilo que afirmei até agora?
Quando o C.M. terminar, repare para onde irão as bandeiras e quem cantará o hino nos próximos dois anos.Talvez os inergúmenos de Canas de Senhorim, que o assobiaram no decorrer da cerimónio do 10 de Junho e que hastearam a bandeira de Espanha.Esses, porventura,são os que cantam mais ardentemente.
Repare no tipo de conversa do estilo "bota abaixo" que vai aparecer nos media.Deixaremos de ser os donos da bola para nos tornarmos no "Oliver Twist" da Europa:bons rapazes,mas rotos...
Perfiro mil vezes viver numa realidade dura, do que na mais bela das ilusões.
Tenho dito.

 
At 09 julho, 2006 22:40, Anonymous Anónimo said...

Ninguém falou de
"revisão constitucional"... Enfim, repetiu o que eu disse e acrescentou palavras sobre a constituíção que como saberá, é um bocadinho... geral e abstracta.
Aliás, se verificar... a CRP nem sequer diz nada a respeito do uso para publicidade dos símbolos nacionais. E até diz que a AR é que deve legislar sobre o assunto...

Mas já que se reviu a constitução para acrescentar "orientação sexual" ao principio da igualdade... não percebo o choque. Parece foi que utilizaram a desculpa de terem de mexer por causa da UE... Mas pronto. :)

Anyway...

"Aquilo que o senhor considera como banalidade, eu considero como um acto cuja solenidade nunca incorre no risco de se ridicularizar."

"Em nenhuma altura pretendi afirmar que banalizar é sinónimo de ridicularizar.Contudo, considero que quando algo se banaliza (em abstracto e não relativamente a este assunto) pode ser ridículo."

Na primeira citação refere-se a um assunto especifico logo com a primeira palavra.

Logicamente que leva a uma pessoa a pensar que está a sugerir que, naquele caso especifico, o facto de algo ser banal leva necessariamente a dizer que também é ridiculo.

"Já reparei que você não tem grande capacidade de jogar com as palavras :-)"

Posto isto, não há muito a comentar em relação a esta afirmação. Apenas que compreendo que não se tenha expressado bem da primeira vez e por isso não tenha percebido porque é que me deu a entender aquilo... Não é motivo para afirmar isso. :)

Quanto à parte final... o que diz é verdade... dificilmente em mais nenhuma ocasião nos próximos 2 anos se irá "soltar" as bandeiras. O que até não será assim tão anormal, visto que se trata de um evento desportivo mundial e de grande reputação. Em Portugal o futebol calhou de ser o "desporto rei" mas em noutros países são outros desportos e outras competições a conduzir a estas demonstrações de apoio. Em Jogos Olímpicos ocorrem demonstrações semelhantes mas são geralmente competições com provas bastante curtos. Poucos dias ou até mesmo um dia às vezes. É normal que o entusiasmo e a euforia não sejam tão grandes.

Ainda, quanto a voltarmos a ser o "Oliver Twist" da Europa... de facto irá acontecer e repare que o que se passou neste último mês, era exactamente o mesmo que se tinha passado no anterior. Mudou o quê? Algumas caras, os sindicatos continuam a recusar de forma absoluta todas as mudanças que são propostas, continuam a ser feitas greves dia sim dia não, etc.

As notícias foram todas dadas na mesma. A parte do "bota abaixo", a parte reservada à "peixeirada" é que foi substituída pela propaganda sobre o Mundial. Pela "peixeirada" sobre o Mundial. Acredite, as noticias e as coisas aconteceram na mesma durante o último mês.
Não houve tempo para especular sobre conspirações sobre a saída do Freitas do Amaral? Altamente! Ainda bem... a notícia que nos interessava foi dada, o resto era especulação à tabloide...
A parte da atenção que o Mundial roubou foi o equivalente, na política, às noticias cor-de-rosa do Jet7. As polémicas.
Neste aspecto não concordo consigo... prefiro aturar ilusões (que sempre são sonhos) do que aturar polémicas sem sentido (porque 90% delas são sem sentido ou interesse).

 
At 14 julho, 2006 12:07, Anonymous Anónimo said...

"Tira-lhes a Liberdade,Dá-lhes ilusão e eles amar-te-ão!"
Enfim, não é de admirar a razão pela qual o país está neste estado.
E com uma geração que pensa assim,que futuro...

 

Enviar um comentário

<< Home